sexta-feira, 29 de abril de 2011

Nióbio, riqueza desprezada pelo Brasil

























































Seg, 07 de Setembro de 2009 00:00 Administrador Notícias - Últimas Notícias











































Países ricos gostariam de tê-lo extraído do seu solo, enquanto o Brasil é o único fornecedor mundial, e dispensa pouca importância e esse metal com tão vastas qualidades e de incontáveis aplicações, do qual é o único fornecedor mundial, e que com uma pequena parte bem paga desse metal estratégico, eliminaria a pobreza estruturada no Brasil, e pagaria nossa dívida externa.

Inúmeras são as aplicações do Nióbio (Nb), indo desde as envolvidas com artigos de beleza, como as destinadas à produção de jóias, até o emprego em indústrias nucleares. Na indústria aeronáutica, é empregado na produção de motores de aviões a jato, e equipamentos de foguetes, devido a sua alta resistência a combustão. São tantas as potencialidades do nióbio que a baixas temperaturas se converte em supercondutor.

O Brasil com reserva de mais de 97%, em Catalão e Araxá, é o maior produtor mundial de nióbio e o consumo mundial é de aproximadamente 37.000 toneladas anuais do minério totalmente brasileiro.

As pressões externas que subjugam o povo brasileiro

Ronaldo Schlichting, da Liga da Defesa Nacional, em seu excelente artigo, que jamais deveria ser do desconhecimento do povo brasileiro, chama a atenção sobre a "Questão do Nióbio" e convoca todos os brasileiros para que digam não à doutrina da subjugação nacional.

Qualquer tipo de riqueza nacional, pública ou privada, de natureza tecnológica, científica, humana, industrial, mineral, agrícola, energética, de comunicação, de transporte, biológica, assim que desponta e se torna importante, é imediatamente destruída, passa por um inexorável processo de transferência para outras mãos ou para seus 'testas de ferro' locais".

Os brasileiros têm que ser convencidos de que o Brasil está em guerra e que de nada adianta ser um país pacífico.

















Os inimigos são implacáveis e passivamente o povo brasileiro está assistindo a desmontagem do país. Na guerra assimétrica, de quarta geração de influências sutis, não há inicialmente uso de armas e bombardeios com grande mortandade. O processo ocorre de forma sub-reptícia, com a participação ativa de colaboracionistas, entreguistas, corruptos, lobistas e traidores.

O povo na sua esmagadora maioria desconhece o que de gravíssimo está ocorrendo na sua frente e não esboça nenhum tipo de reação.

Por trás, os países hegemônicos, mais ricos, colonizadores, injetam volumosas fortunas em suas organizações nacionais e internacionais (ONGs, religiosas, científicas, diplomáticas) para corromperem e corroerem as instituições e autoridades nacionais para conseqüentemente solaparem a moral do povo e esvaziar a vontade popular. Este tipo de acontecimento é presenciado no momento no Brasil.

As ações objetivas efetuadas

A sobretaxação do álcool brasileiro nos EUA; as calúnias internacionais sobre o biodiesel; a não aceitação da lista de fazendas para a venda de carne bovina para a União Européia (UE); a acusação do jornal inglês "The Guardian" de que a avicultura brasileira estaria avançando sobre a Amazônia; as insistentes tentativas pra a internacionalização da Amazônia; a possível transformação da Reserva Indígena Ianomâmi (RII), 96.649Km2, e Reserva Indígena Raposa Serra do Sol (RIRSS), 160.000Km2, em dois países e o conseqüente desmembramento do norte do Estado de Roraima e incontáveis outras tentativas, algumas ostensivas, outras insidiosas.

Elas deixam claro que estamos no meio de uma guerra assimétrica de quarta geração, que o desfecho poderá ser o ataque de forças armadas coligadas (OTAN), lideradas pelos Estados Unidos da América do Norte.

É importante chamar a atenção dos brasileiros para o fato de que a RII é para 5.000 indígenas e que a RIRSS é para 15.000 indígenas. Somando as duas reservas indígenas dão 256.649Km2 para 20.000 silvícolas de etnias diferentes, que na maioria nunca viveram nas áreas, muitos aculturados e não reivindicaram nada. Enquanto as duas reservas indígenas somam 256.649Km2 para 20 mil almas, a Inglaterra com 258.256Km2 abriga uma população de aproximadamente 60 milhões de habitantes.

As diversas aplicações do Nióbio

Entre os metais refratários, o nióbio é o mais leve prestando-se para a siderurgia, aeronáutica e largo emprego nas indústrias espacial e nuclear. Na necessidade de aços de alta resistência e baixa liga e de requisição de superligas indispensáveis para suportar altas temperaturas como ocorre nas turbinas de aviões a jato e foguetes, o nióbio adquire máxima importância. Podem ser exemplificados outros empregos do nióbio na vida moderna: produção de aço inoxidável, ligas supercondutoras, cerâmicas eletrônicas, lente para câmeras, indústria naval e fabricação de trens-bala, de armamentos, indústria aeroespacial, de instrumentos cirúrgicos, e óticos de precisão.

O descaso nas negociações internacionais

A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), a maior exploradora mundial, do Grupo Moreira Salles e da multinacional Molycorp, em Araxá, exporta 95% do nióbio extraído de Minas Gerais.

Segundo o artigo de Schlichting, que menciona o citado no jornal Folha de São Paulo, 5 de novembro de 2003: "Lula passou o final de semana em Araxá em casa da CBMM do Grupo Moreira Salles e da multinacional Molycorp..."

E, complementa que "uma ONG financiou projetos do Instituto Cidadania, presidido por Luiz Inácio da Silva, inclusive o 'Fome Zero', que integra o programa de governo do presidente eleito".

O Brasil como único exportador mundial do minério não dá o preço no mercado externo, o preço do metal quase 100% refinado é cotado a US$ 90 o quilo na Bolsa de Metais de Londres, enquanto que totalmente bruto, no garimpo o quilo custa 400 reais. Na cotação do dólar de hoje (R$ 1,75), R$ 400,00 = $ 228,57. Portanto, $ 228,57 - $ 90,00 = $ 138,57.

Como conclusão, o sucesso do governo atual nas exportações é "sucesso de enganação". O brasileiro é totalmente ludibriado com propagandas falsas de progressos nas exportações, mas, em relação aos negócios internacionais, de verdadeiro é a concretização de maus negócios.

Nas jazidas de Catalão e Araxá o nióbio bruto, extraído da mina, custa 228,57 dólares e é vendido no exterior, refinado, por 90 dólares. Como é que pode ocorrer tal tipo de transação comercial com total prejuízo para a população do país?

As maiores reservas de Nióbio no mundo, estão na agora intocável Reserva Raposa-Serra do Sol em Roraima, decretada em 2005, por Lula.

Os USA e Comunidade Européia aplaudiram de pé esse ato.

É muito descaso com as questões do país e o desinteresse com o bem-estar do povo brasileiro. Como os EUA, a Europa e o Japão são totalmente dependentes do nióbio e o Brasil é o único fornecedor mundial, era para todos os problemas econômicos, a liquidação total da dívida externa e de subdesenvolvimento serem totalmente resolvidos.

Deve ser frisada a grande importância do nióbio e a questão do desmembramento de gigantescas fatias de territórios da Amazônia, ricas deste metal e de outras jazidas minerais já divulgadas. As pressões externas são demasiadas e visam à desmoralização das instituições brasileiras das mais diversas formas, conforme pode ser comprovado nas políticas educacionais e nos critérios de admissão de candidatos às universidades. Métodos que corrompem autoridades destituídas de valores morais são procedimentos que contribuem para a desmontagem do país.

Uma gama extensa de processos que permitam os traidores obterem vantagens faz parte para ampliar a divulgação da descrença, anestesiando o povo, dando a certeza de que o Brasil não tem mais jeito.

A questão do nióbio é tão vergonhosa que na realidade o mundo todo consome l00% do nióbio brasileiro, sendo que os dados oficiais registram como exportação somente 40%. Anos e anos de subfaturamento tem acumulado um prejuízo para o país de bilhões e bilhões de dólares anuais.

O que está ocorrendo é que o Brasil está vendendo, quase doando, todas as suas riquezas de qualquer jeito e recebendo o pagamento em moeda podre, sem qualquer valor, ficando caracterizada uma traição ao país e ao povo brasileiro.

Por Edvaldo Tavares

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Sociólogo e fundador do PT afirma que 'Lula é mais privatista que FHC'

No começo de 2003, ano em que rompeu com o PT, o sociólogo Francisco de Oliveira, 76, afirmou que "Lula nunca foi de esquerda".


Agora, o professor emérito da USP dá um passo adiante e diz que Lula, mais que Fernando Henrique Cardoso, é "privatista numa escala que o Brasil nunca conheceu".


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Na entrevista abaixo, Oliveira, um dos fundadores do PT, também afirma que tanto faz votar em Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB), analisa o papel de Marina Silva (PV) e critica a entrada do aborto no debate político pela ótica da religião.


Folha - Qual a sua avaliação sobre o debate eleitoral no primeiro turno?


Francisco de Oliveira - Fora o horror que os tucanos têm pelos pobres, Serra e Dilma não têm posições radicalmente distintas: ambos são desenvolvimentistas, querem a industrialização...


O campo de conflito entre eles é realmente pequeno. Mas, por outro lado, isso significa que há problemas cruciais que nenhum dos dois está querendo abordar.


Que tipo de problema?


Não se trata mais de provar que a economia brasileira é viável. Isso já foi superado. O problema principal é a distribuição de renda, para valer, não por meio de paliativos como o Bolsa Família. Isso não foi abordado por nenhum dos dois.


A política está no Brasil num lugar onde ela não comove ninguém. Há um consenso muito raso e aparentemente sem discordâncias.


Dá a impressão que tanto faz votar em uma ou no outro...


É verdade. É escolher entre o ruim e o pior.


Qual a sua opinião sobre a movimentação de igrejas pregando um voto anti-Dilma por causa de suas posições sobre o aborto?


É um péssimo sinal, uma regressão. A sociedade brasileira necessita urgentemente de reformas, e a política está indo no sentido oposto, armando um falso consenso.


O aborto é uma questão séria de saúde pública. Não adianta recuar para atender evangélicos e setores da Igreja Católica. Isso não salva as mulheres das questões que o aborto coloca.


O que significa a entrada desse tema no debate?


Representa o consenso por baixo devido ao êxito econômico. Essas posições conservadoras ganham força. Há uma tendência a todo mundo ser bonzinho. Nesse contexto, ninguém quer tomar posições consideradas radicais.


Com o progresso econômico, há um sentimento de conformismo que se alastra e se sedimenta, as pessoas ficam medrosas, conservadoras. Isso está ocorrendo no Brasil.


Gente da classe C e D mostra-se a favor de uma marcha de progresso lenta e contínua. Eles não querem briga, não querem conflito. Por isso o Lula paz e amor deu certo.


Se as pessoas tornam-se conservadoras, o que explica a divisão do Brasil quando considerada a votação de Dilma e Serra nos Estados?


É um racha. Significa que a questão da desigualdade regional ainda é muito marcante. Aliás, essa é outra questão que está fora da discussão. Os dois não querem abordar o tema. O que eles têm a dizer sobre os problemas regionais? O que fazer com as regiões deprimidas?


Por baixo disso tudo está a velha história de que São Paulo é uma locomotiva que puxa 25 vagões vazios.


Essa tensão existe. Esse desequilíbrio vai criando a sensação de que há um lado pobre e um lado rico. Como se houvesse um voto comprado, de curral eleitoral, e outro consciente. Há de fato uma fratura, e isso ressurge em períodos eleitorais.


Marina aparece como uma terceira força sustentável?


Acho que não. A ascensão dela se dá pela falta de radicalização dos dois principais, e a questão do ambiente é relativamente neutra. Não vejo eco na sociedade, a não ser de forma superficial. Não é um tema que toca nos nervos das pessoas. A onda verde é passageira.


O sr. foi um dos primeiros a romper com o PT, em 2003, e saiu fazendo duras críticas ao presidente. Lula, porém, termina o mandato extremamente popular. Na sua opinião, que lugar o governo Lula vai ocupar na história?


A meu ver, no futuro, a gente lerá assim:


Getúlio Vargas é o criador do moderno Estado brasileiro, sob todos os aspectos. Ele arma o Estado de todas as instituições capazes de criar um sistema econômico. E começa um processo de industrialização vigoroso. Lula, é bom que se diga, não é comparável a Getúlio.


Juscelino Kubitschek é o que chuta a industrialização para a frente, mas ele não era um estadista no sentido de criar instituições.


A ditadura militar é fortemente industrialista, prossegue num caminho já aberto e usa o poder do Estado com uma desfaçatez que ninguém tinha usado.


Depois vem um período de forte indefinição e inflação fora de controle.


O ciclo neoliberal é Fernando Henrique Cardoso e Lula. Coloco ambos juntos. Só que Lula está levando o Brasil para um capitalismo que não tem volta. Todo mundo acha que ele é estatizante, mas é o contrário.


Como assim?


Lula é mais privatista que FHC. As grandes tendências vão se armando e ele usa o poder do Estado para confirmá-las, não para negá-las. Então, nessa história futura, Lula será o grande confirmador do sistema.


Ele não é nada opositor ou estatizante. Isso é uma ilusão de ótica. Ao contrário, ele é privatista numa escala que o Brasil nunca conheceu.


Essa onda de fusões, concentrações e aquisições que o BNDES está patrocinando tem claro sentido privatista. Para o país, para a sociedade, para o cidadão, que bem faz que o Brasil tenha a maior empresa de carnes do mundo, por exemplo?


Em termos de estratégia de desenvolvimento, divisão de renda e melhoria de bem-estar da população, isso não quer dizer nada.


Em 2004, o sr. atribuiu a Lula a derrota de Marta na prefeitura. Qual sua avaliação de Lula como cabo eleitoral de Dilma?


Ele acaba sendo um elemento negativo, mesmo com sua alta popularidade. O segundo turno foi um aviso. Há uma espécie de cansaço. Essa ostensividade, essa chalaça, isso irrita profundamente a classe média. É a coisa de desmoralizar o adversário, de rebaixar o debate. Lula sempre fez isso.


Como o sr. avalia as afirmações de que o comportamento de Lula ameaça a democracia?


Não vejo como uma ameaça. Mas o Lula tem um componente intrinsecamente autoritário.


Em que sentido?


Ele não ouve ninguém, salvo um círculo muito restrito, e ele tem pouco apreço por instituições.


Eu o conheço desde os anos de São Bernardo. Ele tem a tendência, que casa perfeitamente com o estilo de política brasileira, de combinar primeiro num grupo restrito e, depois, fazer a assembleia. Ele sempre agiu assim.


Não é pessoal, é da cultura brasileira, ele foi cevado nisso. Mas não que ele queira derrubar a democracia.


Isso é da cultura política em que ele foi criado: o sindicalismo, que é um mundo muito autoritário, muito parecido com a cultura política mais ampla. E ele se dá bem, sabe se mover nesse mundo.


As instituições de fato não são o barato dele. Mas ele não ameaça a democracia do ponto de vista mais direto nem tem disposição de ser ditador. Acho essas afirmações um exagero, uma maldade, até. Elas têm um conteúdo político muito evidente.


Agora, certa ala do PT, com José Dirceu... Esse tem projetos mais autoritários.


E essa ala ganharia mais força num governo Dilma?


Acho que não. Porque Lula vigia ele de muito perto. Lula não gosta dele [José Dirceu]. Tem medo, até, do ponto de vista político. Ele veio de outra extração, a qual Lula detesta. Uma extração propriamente política, de esquerda.


O sr. já disse que Lula havia matado a sociedade civil. O que pode acontecer num governo Dilma e Serra? Haveria diferença?


Os governos tucanos têm horror ao povo. Isso não é força de expressão. É uma questão de classe social.


Eles não têm contato com o real cotidiano popular. Eles não andam de ônibus, não têm experiência do cotidiano da cidade. Nem de metrô eles andam, o que é incrível.


A cidade é grande, tem violência, a gente sabe. Mas eles não sabem como é o transporte, como são os hospitais, as escolas públicas. Há uma fratura real, eles perderam a experiência do cotidiano real. E isso não entra pelas estatísticas, só pela experiência.


Por causa disso, o governo deles é sempre uma coisa muito por cima. Eles são pouco à vontade com o popular. Essa é a diferença marcante em relação a Lula.


Sobre Dilma eu não sei. Ela pode também sofrer desse mal.


Mas, do ponto de vista da evolução e da função dos movimentos sociais, qual dos dois é preferível?


Eis uma questão difícil. Os tucanos, com esse horror a pobre, tendem sempre a aumentar essa fratura, essa separação. Os tucanos não têm jeito...


Filosofia da Periferia

Mano Brown ao vivo no programa Roda Viva, da TV Cultura SP, mostrou, antes de mais nada, do que é feito um homem que se forma sozinho (do isolamento no que ele próprio chama genéricamente de periferia à ausência do pai que nunca conheceu). Seu raciocínio e suas opiniões ora se aproximam do resumo bruto de uma inspirada busca de auto-conhecimento ora chafurdam na mais completa confusão.

A primeira investida para tentar politizar a entrevista, exibida nesta segunda, 24/9/2007 - já que o que se espera ali no programa é uma discussão que renda posições sobre problemas “macro” (da política, da cultura, do comportamento humano...), veio da psicanalista Maria Rita Kehl.

Logo nos primeiros instantes do programa, Rita Kehl convidou o cantor dos Racionais MC’s a aproximar-se de outros representantes populares e dar sua opinião sobre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e sobre o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST). A resposta foi reveladora. Mano Brown respondeu com um completo desconhecimento: “Tem um cara preso, certo? Lutando por uma causa que não é só dele, é de milhões. E pelo que eu tô vendo, vai pagar sozinho”. E devolveu a pergunta para Rita Kehl: “É isso?”. Rita Kehl, levada a reconhecer que ela própria levantava um assunto que desconhecia, responde: “Não sei”. Brown então retorna: “É José Rainha, é isso? Tenho que dizer que sou um cara que lê pouco, mesmo. Sou muito mal informado sobre muitas coisas”.

Mano Brown referia-se a um assunto de cinco anos atrás (a prisão de Rainha), sugerindo mais que desconhecimento do MST (que levou de roldão toda a arena de entrevistadores, já que ninguém posicionou-se: onde está José Rainha?), um desconhecimento particular, que beira o constrangedor. No caso específico de José Rainha, o “ex-líder” do MST, que responde a processo em liberdade, é considerado como pessoa que “não faz mais parte de nenhuma instância de coordenação nacional, estadual ou local do nosso movimento”, diz nota de junho deste ano do MST, em seu site.

Mano Brown revelava, assim, que se apegaria - como deixou parecer em um “as coisas que me interessam, eu me informo” - ao seu universo e linguagem forjados a duras penas. Mesmo respondendo, logo em seguida, sobre os escândalos do mensalão que levou o ex-chefe da Casa Civil e amigo pessoal de Lula, José Dirceu, à condenação política, o fez como um comentário próprio de uma roda de amigos. Respondeu dizendo que Lula não iria “dar a cabeça dos amigos para os inimigos dele”. E que o presidente “preferiu esperar a Justiça” e, só depois, se provada a culpa, seria “pau no gato”.

Isso fez com que o programa se arrastasse, deixando a impressão que, entre outros motivos, a ausência do músico nos meios de comunicação (atitude pela qual também foi perguntado) deve-se tanto a uma opção quanto a uma necessidade.

Os blocos seguintes do programa, no entanto, sugeriram o contrário. Mano Brown ensaiou um discurso cortante quando o assunto tocou diretamente na realidade apresentada em suas composições ("o que lhe interessa"), sempre recusando a posição de modelo ou líder. “Adoro o Marvin Gaye mas não vou levar a vida que o Marvin Gaye levou”.

A bancada cedia a seu ritmo. O jornalista da versão brasileira da revista Rolling Stone (Ricardo Cruz), que chegou com um descolado paletó "pretinho básico", voltou ao segundo bloco já de camiseta com a foto de Tim Maia, deixando aparecer os braços fechados de tatuagens e já, adiante, perguntaria a Mano Brown sobre "líderes brasileiros".

Sobre os conselhos que dá a jovens rappers, pergunta feita em tom de um ardiloso inquérito pelo jornalista policial Renato Lombardi, Mano Brown superou seu vocabulário truncado com opiniões, pelo visto, há muito elaboradas. Disse que sugere aos jovens que não se refiram ao público de cima para baixo, como um pai ou professor, mas numa relação horizontal, “ombro no ombro”. “Às vezes, a única coisa que o mano quer é um companheiro”. Outros termos usados como tesouros por sociólogos e jornalistas, como “cultura”, aparecia na boca do músico de maneira menos dotada de uma aura mágica e mais vivos.

O próprio Renato Lombardi entrou na rota de um irônico e inesperado comentário ao pegar as letras de Mano Brown para questioná-lo: "Hmmm... Antes de mais nada, isso é uma rima".

Marta Suplicy teve, talvez, o mais objetivo resumo sobre sua derrota para José Serra na eleição municipal de São Paulo, em 2004. Segundo Mano Brown, os próprios moradores de periferia, que receberam os CEUs (amplos centros de cultura e arte instalados nos bairros mais afastados da cidade) votaram contra ela, por ela ter se separado do marido, o senador Eduardo Suplicy, para se casar com o (argentino) coordenador de sua campanha, Luís Favre. Enfileirava, assim, mais um dado à impressão de que a vida particular de Marta Suplicy teria, como revelação dolorosa, pesado mais do que seu empenho como administradora.

No entanto, num dos momentos mais confusos do raciocínio formado - sem leituras - por Mano Brown, traficantes e fabricantes de bebidas alcoólicas foram associados como um mesmo grupo de “comerciantes”, propondo mais liberdade aos traficantes do que penalização aos produtores de "cerveja e 51". A idéia é validar e promover um discurso primeiro para depois descobrir seu alcance.

Nada, no entanto, comparou-se à constrangedora intervenção final do mediador Paulo Markun, que, de maneira para lá de inusual, praticamente isolou Mano Brown à periferia da qual ele vinha falar. Markun, de maneira nunca feita em programas anteriores, encerrou o programa com um texto, pelo visto, rabiscado às pressas, sobre a função “da tv pública” em abrir espaço para todos os tipos de opinião – ainda que a única coisa que conseguiu passar foi a preocupação em garantir a devida distância da desumana lógica construída nessas "quebradas" do Brasil.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Revolução e Religiosidade



Khalil Gibran diz que, há 20 séculos, os homens adoram a fraqueza na pessoa de Jesus e não compreendem Sua força.
Jesus não viveu como um covarde e não morreu queixando-se e sofrendo.
Viveu como revolucionário e foi crucificado como rebelde.

“Não era um pássaro de asas partidas, mas uma tempestade violenta, que quebrava as asas tortas.
“Não era uma vítima dos seus perseguidores e não sofreu nas mãos de seus executores – mas era livre diante de todos.
“Ele veio insuflar uma alma nova e forte, que faz de cada coração um templo, de cada alma um altar e de cada ser humano um sacerdote.”






Olhando com cuidado sua vida, veremos que, embora soubesse que sua Paixão era inevitável, procurou nos dar o sentido da alegria em cada gesto.
Ele deve ter pensado bastante antes de decidir qual o primeiro milagre que devia realizar.
Deve ter considerado a cura de um paralítico, a ressurreição de um morto, a expulsão de um demônio, algo que seus contemporâneos considerassem como “uma atitude nobre”; afinal, era a primeira vez que se mostraria ao mundo como o Filho de Deus.




E está escrito: seu primeiro milagre foi transformar água em vinho – para animar uma festa de casamento.




Que a sabedoria deste gesto nos inspire, e esteja sempre presente em nossas almas: a busca espiritual é compaixão, entusiasmo e também alegria.



Fonte: http://paulocoelhoblog.com/2011/04/19/revolucionario-e-rebelde/

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Curso Interdisciplinar de Ciencias Humanas em JF

http://www.ufjf.br/dircom/2009/09/15/bacharelado-interdisciplinar-de-ciencias-humanas-oferecera-190-vagas-no-proximo-vestibular/
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candidatos por vaga
http://www.vestibular.ufjf.br/antenado/files/2010/08/CANDVAGA-2011.pdf
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http://www.ufjf.br/bach/
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http://www.ufjf.br/portal/universidade/graduacao/bacharelado-interdisciplinar-em-ciencias-humanas/